A SETA E O ALVO
"Eu falo de amor à vida Você do medo da morte Eu falo da força do acaso e você de azar ou sorte Eu ando num labirinto e você numa estrada em linha reta Te chamo pra festa, mas você só quer atingir sua meta
Eu olho pro infinito e você de olhos escuros Eu digo TE AMO e você só acredita quando eu juro Eu lanço minha alma no espaço Você pisa os pés na terra Eu experimento o futuro E você só lamenta não ser o que era E o que era? Era a seta no alvo, Mas o alvo, na certa, não te espera.
Eu grito por liberdade Você deixa a porta se fechar Eu quero saber a verdade e você se preocupa em não se machucar
Eu corro todos os riscos Você diz que não tem mais vontade Eu me ofereço inteira e você se satisfaz com metade
É a meta de uma seta no alvo Mas o alvo na certa não te espera Então me diz qual é a graça de já saber o fim da estrada Quando se parte RUMO AO NADA?"
(Paulinho Moska) ----
Decidi construir o meu caminho no hoje, porque percebi que o terreno do amanhã é obscuro demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão. Entendi que o tempo não é algo que possa voltar para trás. Por isso agora vou plantar meu jardim e redecorar minha alma. Não vou mais esperar que alguém me traga flores.
“Aprendi como a primavera me deixar cortar, para voltar sempre inteira” (C. Lispector)
Escrito por Escrito por Calíope A Musa às 16h28
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Calíopes e análogos
Sou eu uma Calíope?? Engraçado, isso é tão distante, mas às vezes chega a ser tão próximo... Como se olhasse para o espelho da minha alma e não soubesse afirmar se sou feia ou bonita, brilhante ou opaca? De que cor eu sou?? Será que todos me enxergam na mesma tonalidade? Será que para uns sou amarelo e para outros, rosa ou azul?? Será que para uns posso ser a Calíope e para outros a Ludy? Se eu fosse a Calíope, será que ia me vestir de Ludy? E pq o faria?? A Calíope é a musa da bela voz e da poesia épica. A deusa da eloqüência. A Ludy, uma analista de sistemas e cantora nas horas vagas. (Parece chato, ñ??) Talvez no fundo, toda Ludy queira ser uma Calíope. Tenho como optar por ambas? Posso ser Calíope e Ludy? E ser Calíope ou Ludy é algo que se escolhe ou já nascemos predestinados para sermos quem somos, e, mesmo não querendo ser, as somos. E talvez, sem atentarmos, sem pretendermos, mudamos de uma pra outra, como quem se traveste, como quem muda de fantasia. Pensando bem talvez eu seja as duas simultaneamente. E apenas mudo conforme preciso for. Acho que a relação entre alguns mitos e a vida real pode ser mais tênue que imaginamos.
Escrito por Escrito por Calíope A Musa às 10h57
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Mentiras sinceras me interessam! Parte I
Ele fez uma poesia em prosa no meu corpo. Desenhou as linhas em minha pele com o calor de seus beijos. E com a ponta da língua Escreveu cada palavra com os fluidos do seu corpo, E eles transbordaram em mim, quentes e macios. E eu me afoguei naquele rio de luxúria. E fui resgatada por aquele abraço sensual. Levou-me ao delírio Depois se deitou ao meu lado com todas aquelas palavras doces, O afago no lugar certo Me deixou descansar em seu colo. Me deixou sonhar em seus braços Me deixou sorrir naquele gozo intenso. Éramos um mistério um para o outro. Sabíamos breves linhas das crônicas da vida de um e do outro Mas ali, o paraíso era ali Meu paraíso de sensações confortáveis, O incenso de rosa branca, o lençol de seda, o espumante. E tivemos uma vida que durou uma noite. Não houve vida mais pulsante que a vida vivida nos braços dele... Emoções intensas em curto prazo. Meu desejo mais ardente. E no dia seguinte eu era apenas a “ página virada, descartada do seu Folhetim”. Então ele acordou E engolimos apressadamente o nosso café e o amor, Eu procurava o seu olhar, e ele, a chave do carro. Enfim, a despedida: - “A gente se fala linda, nos encontramos em algum bar da vida”.
Escrito por Escrito por Calíope A Musa às 15h17
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Ouve-me
"Ouve-me, ouve o meu silêncio. O que falo nunca é o que falo e sim outra coisa. Capta essa outra coisa de que na verdade falo porque eu mesma não posso." (Clarice Lispector) 
Escrito por Escrito por Calíope A Musa às 15h10
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My Self
Uma frase: “Dor de amor quando não passa é porque o amor valeu”
Uma pessoa: Deus
Uma flor: Lírios, orquídeas, margaridas
Um sentimento: Paixão
Um gesto: Um abraço
Um veneno: Palavras
Uma arma: O sorriso
Um objeto: Meu note
Um verbo: Amar
Um dia: 09/06/07 O dia em que entreguei minha alma.
Uma bebida: Vinho
Uma comida: Comida é bom e todo mundo gosta, mas tenho a idéia que não se pode ter a posição fixa de que Bobó de camarão é sempre bom, tudo depende de quem acompanha, e dá situação que envolve às vezes, um arroz, feijão e ovo fazem a diferença.
Um pedido: Beija eu?
Um hobbie: Cantar
Uma fruta: Banana
Uma estação: Outono Uma música: “Tenho sede (Gilberto Gil)”
Um filme: “A vida é bela! (Simples e perfeito)”
Um poema: Soneto do amor total "Amo-te tanto meu amor... não cante O humano coração com mais verdade... Amo-te como amigo e como amante Numa sempre diversa realidade. Amo-te enfim, de um calmo amor prestante E te amo além, presente na saudade. Amo-te, enfim, com grande liberdade Dentro da eternidade e a cada instante. Amo-te como um bicho, simplesmente De um amor sem mistério e sem virtude Com um desejo maciço e permanente. E de te amar assim, muito e amiúde É que um dia em teu corpo de repente Hei de morrer de amar mais do que pude.(Vinícius de Moraes)" - Mas hei de morrer de transbordamento de felicidade!!! Na minha lápide deixaria a seguinte frase: AQUI JAZZ UMA MULHER QUE GOSTA DE SAMBA!!
Uma pergunta: Que tal morrer de amor e continuar a viver??
Escrito por Escrito por Calíope A Musa às 15h00
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Bis, heteros, homos...
Àquela noite entregamo - nos Seus dedos corriam pelos meus seios E escorregavam pelas minhas pernas A tua língua me envolvia num gozo frenético Naquela noite nos amamos Na inquietude de viver e explorar os rumos do desconhecido Éramos uma só Suas mãos agora eram minhas mãos Que deslizavam e percorriam o centro do corpo E me banhava de saliva e suor Duas feras loucas e sedentas Duas esferas Suas garras escreviam em minha carne a volúpia Numa certa noite nos amamos. O mundo, ocupado não tomou conhecimento. Mas o universo nunca foi o mesmo a partir daquele momento. (By Calíope A Musa)
"Bis, heteros, homos, todos nós somos nos dias de cio." (Cristiana Neder)
Escrito por Escrito por Calíope A Musa às 13h52
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Mentiras sinceras me interessam - Parte II
A minha persuasão íntima me diz que os acontecimentos importantes da vida da gente são planejados por uma força que transcende as nossas próprias vontades e a eventualidade. Portanto, que venham as pequenas ou grandes porções de ilusão; A verossimidade, A falsa verdade... É preciso apenas me convencer, avultar o meu prazer E me fazer acreditar que será para sempre quando eu disser com veêmencia que "tudo um dia cessará". Porque é isso que me impulsiona, me faz sentir viva E faz esse músculo involuntário explodir de emoções. Como diz a música:
Non! Rien de rien... Non ! Je ne regrette rien Ni le bien Quon ma fait, Ni le mal, Tout ça mest bien égal ! Não! Nada de nada!! Não! Eu não lamento nada... Nem o bem que me fizeram Nem o mal - isso tudo me é igual!
Escrito por Escrito por Calíope A Musa às 17h59
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